Sinceramente, esse país (que eu vivo) me incomoda. O problema não está apenas nos políticos, nos riquinhos que matam e roubam, está também na outra parcela da sociedade. O pessoal pobre que, acostumados pelo Lula com esses “bolsas-família” que não resolvem nada, apenas acostumam a população à colocar seus filhos na escola apenas para ganharem dinheiro (sem nenhum esforço) à custa da não-educação dos seus filhos.

Saiu uma reportagem no Jornal do Comércio, os professores estão com medo de dar aula. E os alunos, não dão valor à escola. Tem alguns que só vão para receberem os dinheiros dos “bolsas”.

É engraçado que, tenho um professor de física de nome que não publico que ensina numa escola pública. Segundo ele, os alunos dão mais valor lá que na escola que estudo (particular). É, pode até ser. Poderíamos dizer que (imaginando, os números não são esses) dos 1000 alunos de escola pública que existem em Recife, aproximadamente 700 dão valor à escola. O resto, acreditam que não terão futuro na vida. Talvez não tenham, o problema é desistir sem nem ter começado.

Desses 300 que sobram. Provavelmente 100 vão se dedicar ao crime. Digo isso, não com base em meras coincidências. Mas em fatos reais como as seguintes matérias: Morre nutricionista ferido em assalto no Recife, Jovem assassinado a tiros de revólver na Madalena.

Ah. Tem gente que vai falar de mim. Falando que, eu nasci no “riqueza”. Cala-te, tu é um idiota e nada sabes de mim. Meu pai, nasceu no interior do interior de Pernambuco mais precisamente em Belo Jardim, foi trabalhar com menos de 16 anos. Minha mãe, nasceu em Recife, mas também foi trabalhar cedo. Pode parecer mentira mas, enquanto meu pai se formou em Administração e, está trabalhando numa cooperativa ganhando alguns mil, algumas pessoas que moraram na mesma rua, viraram grandes empresários. Eu com 16 anos faço questão de procurar estágio. Não quero ter os meus 20 e poucos anos sem experiência em nenhuma empresa. Sou freelancer mas, quero trabalhar fixo numa empresa. Tive direito à educação mas, quem não tem? Ah. Os professores das escolas públicas fazem greve! Também, com um salário de 350 reais que o governo ainda come um grande parcela, querem o que? Enquanto esses políticos infelizes ganham 13.000 reais por mês (o que daria para pagar pelo menos 37 professores) e não fazem porra nenhuma para esse país e, vocês não falam nada. A mídia informa, pode até alterar algumas informações mas, informam. Não é falta de informação.

O país só vai começar a crescer mesmo, não falo de crescimento econômico, falo de crescimento pessoal, quando as pessoas se conscientizarem a não ficarem caladas. Quer protestar contra algo? Faça como eu, abra um blog… Melhor do que guardar esse protesto para si mesmo e, descontar nos outros.

Outra coisa, para completar esse texto imenso venho falar de um pequeno ponto e não menos importante. Violência fora dos campos. Eu sou Sport, não me critiquem… Mas, parem com essa briga infeliz de times. Porra. Não ando na rua em dias de jogos e, agora não saio para fora do terraço em dias de jogos, principalmente clássicos, explico porque.

No domingo (sábado, não sei) passado, teve o clássico entre Náutico e Sport. Parabéns, o Sport ganhou (foi? nem lembro). O jogo foi no Náutico. E eu tenho a infelicidade de morar a alguns quilômetros de distância (não por causa do time, respeito-o, mas por causa de outra coisa). O problema é que no dia, estava eu assistindo televisão quando centenas de torcedores do Sport invadem a rua. Parecia cena de guerra, juro. O problema não são os torcedores passarem ao lado do meu edifício e, sim, que ao lado do meu edifício fica a maior concentração de torcedores do Náutico por cerveja quadrada… Sim, eles gritam ferozmente quando o time ganha, ou quando o time faz alguma merda mas, eles não reagiram a nenhuma provocação dos torcedores do Sport. Isso é que é time! São conscientes que, briga só leva a briga… Enquanto os marginais torcedores passavam gritando e humilhando o Náutico, no meio da rua, policiais armados de doze (espingarda) e fuzis controlavam o povo.

Não. Eu não acredito. Eles inventam briga até para as coisas que deveriam ser recheadas de uma coisa, alegria. Mesmo que o time perca, porra, ele é o teu time não adianta ameaçar os jogadores. Não adianta humilhar os outros. Não adianta mostrar sua superioridade ou guardar sua inferioridade. Vivam em paz e morram em paz.

Hoje foi jogo do Sport, não sei contra quem mas, quando estávamos indo para Boa Viagem (casa de avó…) torcedores de baixo nível e provavelmente sem caráter chutaram o carro do meu pai. Que não é muito novo… Mas, mesmo que quebre a cada 2 meses, ele é útil, pois anda… O carro é grande e espaçoso (sua mala é enorme, não fazem mais malas como antigamente…), para quem não conhece é o Monza, 1995. Não pode ser vendido, pois foi comprado em dólar e, foi colocado na Justiça.

Voltando a falar dos marginais. Bom, eles simplesmente chutaram o vidro-retrovisor do carro. Apenas. E, meu pai não estava errado. Imaginem a cena. Passávamos perto do HR (Hospital da Restauração, uma desgraça, aonde tem dias que faltam médicos, existem alguns dias que tem superlotação) e quando estávamos em frente ao HRP (Hospital Real-Português, é particular, não sei se é bom ou ruim), torcedores do Sport passavam com o sinal (farol) verde pelo meio da rua. Ora, meu pai buzinou. E levou, de presente, um chute no vidro do carro.

Porra, eu defendo e ainda protejo os moradores de rua. Mas, não projeto nenhum marginal que tem tudo. Ou pelo menos tem dinheiro suficiente para comprar a camisa do time (seja ela original ou pirata) e estar em todos os jogos e, depois fica chutando o carro porque percebeu que estava errado mas não quis ser chamada a atenção, porque acha que tem mais direitos que qualquer pai de família. Não espero que aconteça nada de ruim contigo, não sou disso. Mas, se um dia acontecer, não espere nenhum tipo de sofrimento em minha parte. Tem algumas pessoas que vejo na televisão que realmente, pra mim, dá tipo um momento emo. Eu me sinto mal, pelo sofrimento, ou pela dor, ou pela morte dessa pessoa. Por exemplo, o da menina que foi torturada por uma empresária. A menina tinha a língua ferida com alicate. Os braços amarrados e, ela ficava jogada na lavanderia. A empresária, segundo o advogado é uma coitada que sofre de problemas mentais. Problemas mentais o caralho. Ela tem três filhos e, não faz isso com nenhum dos três.

Não vejo nenhum futuro para o cara que fez isso. Esses moradores de rua, até mesmo, aqueles que às vezes jogam água no para-brisa do carro, eu até vejo um futuro.

Mas, para certas pessoas. Nem a morte resolve. Até para essa empresária. Queria ver, ela na cadeia pública. Mas, sei que ela não vai pra lá. Se o máximo que ela for vai ser uma cela especial para quem já terminou o Ensino Superior, gozando de direitos que não deveria ter, eu ainda assim ficaria mais aliviado. Mas, o que essa mulher deve mesmo é, ficar junto aquelas presas que roubaram, mataram, traficaram. Pra ver que, mesmo com toda aquela máscara, ela é do mesmo gênero.

Doeu? E a tua língua dói igual a da menina? Processe-me? Acho que, um processo em mim por causa de qualquer dano moral acima descrito significaria nada mais nada menos que eu, estou certo. E tudo acima, é verdade.

Desculpem-me pelos palavrões acima escritos. Chega uma hora que, não devemos mais guardar mágoas. Nem, descontar nos outros. Chega uma hora que, doa quem a doer, minha opinião é a minha opinião e não vai ser ninguém que fará eu mudar de opinião.

O título, foi baseado no Cardoso. Acredito que, títulos como: O Brasil tem problemas. Não iria chamar a mínima atenção. Porque, o Brasil tem problemas e, todo mundo sabe disso.

Agora chega. Preciso jantar. Não irei jantar caviar. Não tenho dinheiro pra isso. Vou jantar mesmo, a velha e boa sopa de feijão.

Até.

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