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Novo jogo do Criador de Final Fantasy (para XBOX)

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Tive que pegar totalmente do G1. Pois o texto estava ótimo, sorry people…

A longa duração desse tipo de jogo é um dos motivos que levam uma “pessoa comum” a rotular um jogador de “pessoa alienada” e “sem vida social” - não há nada como as expressões implacáveis, certo? Mas o que o cidadão não percebe é que os gamers estão apenas aproveitando o melhor do entretenimento contemporâneo, incluindo as histórias mais emocionantes e personagens impagáveis, seja em um RPG de fantasia ou no melhor retrato da cultura norte-americana pós-11 de setembro. E, afinal, o tempo não é relativo? (Gols aos 47 do segundo tempo provam que sim).

“Lost odyssey” conta a história de Kaim, o herói imortal com mil anos de idade (e cara de 25) que perde a memória em um mundo dominado pela “revolução mágica-industrial”. Outros personagens se juntam a ele para formar o grupo principal: uma ex-pirata inquieta, um espião folgado (Jansen, uma espécide de Joey da série “Friends”) e até membros da nobreza. São as histórias de cada um deles e as emocionantes batalhas que fazem de “Lost Odyssey” algo mais que uma “cópia” de “Final Fantasy”, e um jogo com algumas das cenas mais dramáticas já vistas no Xbox 360.

O jogo guarda cenários belíssimos e acontecimentos surpreendentes que prendem a atenção do jogador desde o início. Os novatos no gênero, porém, podem encontrar obstáculos no sistema de batalhas ou perder a paciência até que a aventura realmente comece.

RPG tradicional japonês significa: roupas que parecem fantasias, diálogos dramáticos e personagens sensíveis. Fatores que, em vez de condenarem a ação, apenas intensificam o tom artístico do jogo. Quando Kaim recupera pontos-chave de seu passado, trechos de sonhos são apresentados em forma de longas poesias, com imagens abstratas. Esses sonhos quebram o ritmo do jogo, mas trazem informações importantes para quem faz questão de não perder detalhes. Os impacientes têm a opção de “pular” os sonhos ou vê-los mais tarde.

Cenários como a cidade de Numara ou a floresta Crimsom, embora nada revolucionários, ficarão guardados na memória por um bom tempo – desde que você tenha persistência para chegar até lá.

Ao contrário de jogos como “Oblivion” e “Mass effect”, “Lost odyssey” tem batalhas por turno. Ou seja: “uma pessoa toma uma decisão por vez”, seja atacar, defender, utilizar algum item ou proteger o companheiro. Esse sistema aumenta ainda mais a tensão e obriga o jogador a traçar uma estratégia em vez de apenas partir para cima do inimigo.

A diversidade de monstros impressiona, e os detalhes de cada um, seja nas vozes ou no visual, chegam a assustar – cuidado com os Kelolons e suas “fada-madrinhas”. A trilha sonora é assinada por Nobuo Uematsu, mesmo compositor de “Final fantasy”. Embora as músicas não superem nada que Uematsu tenha feito antes, basta assistir às cenas do funeral no final do DVD 1 para entender que o maestro sabe o que faz.
“Lost odyssey” lida com temas adultos. Sem sexo e com violência praticamente simbólica, discussões sobre guerra, lealdade e morte dominam os diálogos mais marcantes. Não é contra-indicado para menores de 18 anos, como sugere a classificação do Ministério da Justiça, mas os mais jovens devem caprichar no inglês para aproveitar melhor o jogo.

Tive que pegar totalmente do G1. Pois o texto estava ótimo, sorry people…

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