Image via Wikipedia
Sinceramente, isso não é uma ameaça de morte, mas, pelo que ele fez com um animal (mesmo morto) é algo que a gente pode chamar mesmo de arte?
Você acharia certo pegar o corpo de um Rottweiler e, “colocá-la” em sua cara, para produzir assim uma arte? Aí vai ter gente dizendo que Rottweiler são cachorros perigosos… Perigosos é a mãe. Eles são perigosos, porque seres patéticos e ignorantes como certas pessoas, acham cortar a cabeça de um cachorro e “colá-las” no seu rosto, uma forma de arte.
Como descrição de algumas pessoas que escreveram para o Rodrigo:
Trata-se, portanto, de um trabalho universal, onde sensibilidade e cognição se sugerem e se complementam mutuamente – indissociáveis –, assim como o cão e o rosto do artista.
Em Fantasia de Compensação, é o princípio da elasticidade da vida que é mais uma vez testado por Rodrigo, fazendo-nos entender que todos os artifícios são válidos, desde que os resultados sejam múltiplos e, em algum sentido, verdadeiros.
Clarissa Diniz
É interessante notar que o Rodrigo comentou sobre seu próprio trabalho:
A idéia inicial era fazer uso da tecnologia de manipulação de imagem digital (que já havia lançado mão em uma série anterior) para produzir algo que estivesse dentro da minha poética e ao mesmo tempo contemplasse essa técnica em todo o seu potencial. Eu me incomodava com o fato dos recursos digitais estarem sendo associados à fotografia apenas como um incremento formal à imagem captada pela lente, ou mesmo apenas como uma exagerada sucessão de aplicações de efeitos que meramente reconstituem a tradição pictórica, e tudo aquilo que o lápis ou o pincel já fazem tão bem há séculos. Queria, portanto, algo que operasse pelo quase imperceptível. Que subvertesse o caráter indicial da fotografia e deixasse o espectador tonto, flutuando entre o virtual e o palpável. Tinha a vontade de gerar não o surrealismo típico de uma montagem fotográfica mas, sim, “fabricar” em ambiente gráfico digital uma “realidade” que, de qualquer forma, pudesse ter ocorrido em verdade, pela habilidade manual humana
Rodrigo Braga
E claro, ele resolveu ao invés de usar “photoshop”, fazer de verdade o que ele queria. Ele se defende dizendo que recebeu uma autorização do Centro de Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife, e ainda diz que autorizado pois o corpo será para a “utilização exclusiva de fins artísticos – tal qual são concedidas autorizações para fins científicos”. Claro, ele quer comprar a utilização de um animal, em uma série fotográfica, com uma dissecação de cadáver para estudo de doenças e formação de doutores…
Além disso, ele faz questão de colocar a foto da cabeça do pobre cachorro:
Sinceramente, isso é uma questão ética e ambiental. Sou contra a utilização de animal em arte dessa natureza. Sou a favor sim, da utilização de animais em fotos “fofinhas” mas, quando isso aí em cima for uma foto “fofinha” eu vou pra rua e fico nu.
É assim, enquanto lutamos para evoluir. A sociedade parece lutar para regredir. Sem falar que, esse indivíduo suja a imagem da cidade de Recife, trazendo revolta e ódio para o nordeste (que já sofria).
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Num meche com cachorro, q eu explodo!!!! O conceito de arte tá muito radical, maluco, e desumano pra mim. Será que ‘Arte’ se define por expressar emoçoes humanas, emoçoes caninas, de morte,terror, sangue, etc…?? Bah, sendo ou nao sendo isso, fazer tais artes a custa de ‘vidas’ não tá valendo. QUe infortúnio, triste, onde vamos parar??:S